Ícone do jazz africano, Manu Dibango morre vítima da Covid-19

O saxofonista e cantor camaronês Manu Dibango, um dos gigantes do jazz africano, morreu nesta terça-feira (24), aos 86 anos, em um hospital na região de Paris, onde foi diagnosticado com o novo coronavírus.

O anúncio do falecimento de “Papy Groove” foi feito na página do próprio músico no Facebook, que explicou que seu funeral será realizado “na intimidade estrita da família”, mas também que ele será homenageado mais tarde “quando possível”.

A lenda do jazz africano, o autor do hit mundial de 1972 “Soul Makossa”, anunciou sua internação pela Covid-19 na semana passada e declarou sua disposição de poder se encontrar com seu público “em breve”.

Manu Dibango nasceu em dezembro de 1933 na cidade camaronesa de Douala e teve suas primeiras experiências musicais no templo protestante, onde sua mãe conduzia o coral.

Na França, onde foi estudar no final da década de 1940, aprendeu a tocar piano e saxofone, entrou em contato direto com o jazz e iniciou sua carreira como artista. Mas foi em Bruxelas, na década seguinte, que seu jazz se africanizou ao entrar em contato com músicos congoleses.

Sua “Soul Makossa” foi popularizada pelos DJs de Nova York e o tornou conhecido mundialmente. Ele também foi alvo de uma disputa com Michael Jackson, a quem acusou de ter plagiado um fragmento em seu álbum “Thriller”, litígio que foi encerrado graças a um acordo financeiro.

*Com Agência EFE

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