Câmara só vai votar projetos voltados à crise do coronavírus, diz Maia

O Congresso Nacional iniciou a semana com corredores e salões completamente esvaziados. Mesmo com uma série de matérias importantes que precisam avançar, deputados, senadores e servidores estão com medo de contrair o novo coronavírus.

Pelo menos um parlamentar, o senador Nelsinho Trad, que esteve na comitiva presidencial que foi aos Estados Unidos, já testou positivo para a Covid-19.

Isso fez com que o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre, determinasse que todos aqueles que estão no grupo de risco, como idosos e pessoas com doenças crônicas, permaneçam em casa. Quando possível, que desempenhem as funções pelo chamado teletrabalho.

Em um áudio que circula nas redes sociais, o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, tenta convencer os colegas a, pelo menos, virem à Brasília. A ideia dele é que os deputados estejam à postos caso o governo envie alguma proposta para combater o avanço do coronavírus que precise ser votada rapidamente.

“Quem puder estar em Brasília ajuda a gente a construir acordo. O governo mandou o projeto do coronavírus, é difícil alguém ficar contra. A gente constrói o acordo antes, pelo WhatsApp. Mas é claro que ninguém vai colocar 200 pessoas no plenário. Coisa nenhuma.”

Segundo Rodrigo Maia, os parlamentares só vão ao plenário caso haja acordo para aprovar matérias relacionadas ao combate ao coronavírus. O ministério da Economia, inclusive, já encaminhou ao Congresso uma lista de propostas que estão paradas e que podem ajudar o país a passar pela pandemia.

Além disso, o governo editou, ainda na semana passada, uma medida provisória disponibilizando R$ 5 bilhões em caráter emergencial para o Ministério da Saúde. Esse texto também precisa passar pelo crivo dos parlamentares em até 120 dias.

Diante da prioridade ao combate ao coronavírus e da ausência dos parlamentares, a tramitação de outras matérias, como a reforma tributária e a PEC da segunda instância, podem acabar ficando de lado.

E, como no segundo semestre haverá eleição municipal, o que deixa o Congresso completamente esvaziado, a chance de que propostas que são consideradas essenciais para garantir a recuperação econômica do país não avancem.

Como afirmam os presidentes das duas casas do legislativo, o momento agora é de harmonia, para que todos os poderes da república possam trabalhar em conjunto para evitar um colapso no sistema de saúde brasileiro com o aumento no número de casos.

*Com informações do repórter Antônio Maldonado

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