Análise técnica mostra que 70 mil pontos é um suporte importante e pode indicar retorno do Ibovespa aos 88 mil pontos

SÃO PAULO – Se há alguma boa notícia no meio do pânico que se apossou do mercado nesta crise do coronavírus é que a análise técnica mostra que os 70 mil pontos são uma região de suporte, ou seja, que atrai muitas compras no índice.

Segundo Gilberto Coelho, analista da XP Investimentos, o Ibovespa hoje testou a terceira retração de Fibonacci, que é geralmente a mais forte, na região dos 68.600 pontos. “Se esse patamar for respeitado, podemos projetar uma recuperação até os 88 mil e, depois, até os 120 mil pontos”, afirma.

Já Pam Semezzato, analista da Rico Investimentos, lembra que no gráfico mensal do Ibovespa a tendência primária ainda é de alta e que “há muita história” envolvendo essa região dos 70 mil pontos. “O ponto que o Ibovespa vem testando esses dias, de 70.000 pontos, é uma região forte de suporte, que foi topo em 2008, mostrou a força da resistência quando testado em 2010 e acabou sendo rompido em 2017”, explica.

Para ela, esse é um caso clássico de resistência que se torna suporte, no Princípio da Bipolaridade, bastante conhecido na análise técnica.

A analista ressalta que continua impressionante a velocidade com que esse movimento de queda aconteceu, indo praticamente em linha reta no gráfico semanal. “Conseguimos ver a força dos vendedores em candles com muito deslocamento para baixo, ainda sem a formação de um pivot de baixa, o que mostra um movimento esticado e que precisaria de um respiro”, diz. Desse modo, o Ibovespa precisaria subir – nem que fosse só para dar um respiro antes de cair com mais força.

Por fim, o gráfico diário segue mostrando muita disputa entre os comprados e os vendidos.

Como nem sempre é possível acertar o movimento para cima, Giba Coelho alerta que os próximos suportes, pontos interessantes para se colocar um “stop loss“, são os 62 mil pontos e os 56 mil pontos.

“O [Índice de Força Relativa] IFR, que mostra quando um mercado está sobrecomprado ou sobrevendido, ainda aponta para baixa, mas se fechar apontando para cima aumenta a chance de recuperação”, avaliou o analista, que assinalou em laranja os pontos mais importantes do gráfico abaixo.

Análise técnica

Chamada de análise gráfica por alguns, ela parte do pressuposto de que tudo o que pode ser medido acerca do desempenho futuro de uma ação já está precificado.

Desse modo, os movimentos diários do papel teriam um componente muito maior de percepção psicológica dos investidores sobre se está caro ou barato, subiu demais ou caiu demais, do que de fundamentos.

As operações em análise técnica, então, são guiadas a partir de um estudo do gráfico do preço da ação, verificando quais patamares de preço geralmente atraem vendas (resistências) e quais outros atraem compras (suportes).

Outras ferramentas da análise técnica incluem o Índice de Força Relativa (IFR), projeção de Fibinacci e análise de médias móveis.

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