‘São Paulo está preparada para reagir à doença’, afirma Eduardo Tuma

Para conter a proliferação do novo coronavírus, a cidade e o Estado de São Paulo cancelaram todos os eventos públicos com mais de 500 pessoas por tempo indeterminado. Em entrevista ao Jornal da Manhã neste sábado (14), o presidente da Câmara Municipal e prefeito em exercício, Eduardo Tuma, falou que a cidade está prepara para controlar a doença.

Segundo Eduardo Tuma, além de cancelar os eventos públicos, a Prefeitura também enviou a recomendação para cancelamentos de eventos privados e institucionais na cidade. Por conta da decisão, o evento “Paulista aberta”, por exemplo, que deixa a avenida livre para os pedestres aos domingos, está cancelado.

Além dos eventos, o Executivo também suspendeu as aulas nas escolas da rede municipal e estadual a partir do dia 23. De acordo com Tuma, a suspensão é entendida como uma antecipação das férias. Por isso, o calendário escolar não será prejudicado, já que os alunos em julho não terão férias.

Embora a Prefeitura esteja adotando essas medidas, para o presidente em exercício, “São Paulo está preparada para reagir à doença”. Para ele, a cidade, que já tem 54 casos da doença confirmados, tem enfrentado a questão desde janeiro.

“É uma pandemia. A cidade tem enfrentado a questão desde janeiro. Criamos um comitê de crise e capacitamos mais de 2 mil profissionais. Então a cidade de São Paulo não começou a adotar medidas neste momento, mas sim desde janeiro.”

Segundo Tuma, é esperado que novo surto afeta a cidade economicamente. Mas, para ele, é preciso acompanhar. “É claro que se for exponencial o crescimento, acredito que a cidade vai sofrer. Mas temos que acompanhar no dia a dia. Então é preciso cautela para não instaurar pânico e caos na cidade.”

Câmara Municipal

Além da Prefeitura de São Paulo, a Câmara Municipal também adotou medidas para conter os efeitos do novo vírus. A partir da segunda-feira (16), a circulação de pessoas na sede da Casa está restrita para servidores, funcionários, assessores, vereadores, terceirizados. Sessões solenes e audiências públicas também foram canceladas.

Além disso, segundo Tuma, funcionários da Câmara que estão com sintomas da doença foram afastados por 14 dias, período em que ficarão em quarentena domiciliar. “Não é férias, são 14 dias de restrição. Inclusive com a impossibilidade de sair do município que reside. Ou seja, da cidade de São Paulo.”

A Câmara Municipal de São Paulo votará na quarta-feira, um projeto de resolução para que, se necessário, os vereadores passem a votar projetos de leis enviados pelo Executivo, que sejam de cunho urgente, de forma virtual.

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