USP e Unesp não vão suspender aulas ‘por enquanto’; pais e alunos de escolas privadas relatam receio

As aulas na USP e na Unesp não serão afetadas, por enquanto, por causa do novo coronavírus. Já a Unicamp, que suspendeu os trabalhos até o dia 29 de março, decidirá internamente se mantém a decisão.

O Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas decidiu seguir as recomendações do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde, que não preveem, até agora, paralisação das atividades.

Já as universidades privadas como a PUC, FAAP, ESPM, Insper e Belas Artes também interromperam temporariamente as aulas.

Na Faculdade Cásper Líbero, álcool em gel e cartazes com informações preventivas sobre a Covid-19 foram espalhados pelo prédio. Apesar disso, os alunos foram dispensados até o dia 20 deste mês.

A situação não é diferente escolas privadas da capital paulista. Os colégios Bandeirantes, Vera Cruz e Avenues interromperam parcialmente algumas atividades após alunos e pais testar positivo para o coronavírus.

A psicóloga Cristiane Ribeiro tem dois filhos pequenos que estudam no colégio Dante Alighieri, zona sul de São Paulo, e acredita que não é hora para alarmismo.

“Com as crianças eu não estou preocupada, até porque pelas notícias que estão saindo não entendo que possa ser afetado, assim como os idosos. Considerando as crianças eu não estou preocupada.”

Já o advogado Marcelo Lisboa, de 35 anos, está com medo dos filhos serem infectados no ambiente escolar. “Sente uma apreensão generalizada, porque a gente não sabe o que fazer. Não sabe se está sob controle, então a gente fica apreensivo mesmo.”

Em nota, a direção do Dante Alighieri informou que, até este momento, não há nenhum caso confirmado de coronavírus no colégio. Segundo o presidente da Fundação Nacional das Escolas Particulares, Ademar Batista, não é aconselhável fechar escolas nesse momento.

Na rede pública de ensino, a mobilização contra o coronavírus envolve também os estudantes. A aluna da Escola Estadual Caetano de Campos, Ream de Lima, de 35 anos, diz que muitos colegas estão levando álcool em gel de casa.

Até o momento, não há nenhuma recomendação para que escolas públicas sejam fechadas por causa da epidemia.

As secretarias Municipal e de Estado da Educação de São Paulo, a União Municipal dos Dirigentes de Educação e o Conselho estadual de educação reforçam a orientação para que todas as unidades sigam as recomendações dos órgãos oficiais de saúde para a prevenção da transmissão do novo vírus.

*Com informações da repórter Letícia Santini.

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