Coronavírus: Bolsonaro aguarda resultado de exames nesta sexta-feira

O presidente Jair Bolsonaro, permaneceu durante a quinta-feira (12) no Palácio da Alvorada e apareceu à noite, usando máscara de proteção, após primeiro caso confirmado de coronavírus no Planalto. O presidente se submeteu ao teste e sai nesta sexta-feira (13) o resultado do exame.

O secretário de comunicação do governo, Fábio Waingarten foi o primeiro integrante da administração federal a testar positivo para o coronavírus. Ele esteve com Jair Bolsonaro durante a viagem aos Estados Unidos no fim de semana.

Fábio Waingarten, que segundo o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, passa bem, está em quarentena domiciliar e só retorna ao trabalho quando não houver mais risco de transmissão da doença.

Além do presidente, todos os outros integrantes da comitiva foram testados para o coronavírus como a primeira dama, os ministros das relações exteriores, da defesa, de Minas e Energia e do Gabinete de segurança Institucional da presidência, o filho do presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro, além de assessores.

A maior preocupação nesse momento é com as pessoas idosas, que seriam mais vulneráveis à doença como explica o ministro da saúde. “Qual é o grande problema do vírus: quando muita gente pega o vírus, os idosos ao mesmo empo vão ao hospital.”

Só depois de se conhecer o resultado do exame é que o governo vai definir se o presidente fica em isolamento domiciliar ou se volta ao trabalho. Jair Bolsonaro, que vinha minimizando os efeitos da doença, admite agora que os reflexos negativos do surto já chegam à economia brasileira.

“Problemas estamos tendo pela frente, bolsa de valores que despensa, dólar que some, isso está acontecendo no mundo todo. Mas não somos aquela potência, como os EUA, que posso socorrer com mais propriedade às pequenas empresas.”

O governo se reúne nesta sexta-feira (13) no Palácio do Planalto para discutir a situação do coronavírus no país e avaliar também medidas adicionais para proteger o presidente da república.

Ainda nesta sexta-feira será assinada ainda medida provisória liberando R$ 5 bilhões de reais para o atendimento de pessoas com a doença.

O ministro da saúde admite que o número de contaminados no país deve continuar crescendo. “Vamos lutar muito, vão ter dias bons, dias difíceis, mas com certeza o Brasil vai sair junto dessa.”

Manifestações

Preocupado com o avanço da doença, o presidente Bolsonaro recomendou que as manifestações de domingo (15) sejam adiadas por um ou dois meses.

Segundo ele, o recado ao congresso já foi dado. A população mostrou toda sua insatisfação e sinalizou que trabalha numa depuração da política. Classificou inclusive as manifestações como prova do amadurecimento da nossa democracia.

Bolsonaro, no entanto, adotou um discurso bem conciliador ao afirmar que as instituições têm que ser preservadas e que não cabe a ele criticar o congresso ou o supremo tribunal federal. Ainda segundo o presidente, é provável que o número de casos aumente, por isso é preciso evitar aglomerações.

“O que nós devemos fazer agora é evitar que exista uma explosão de pessoas infectadas. Os hospitais não dariam vazão, então se o governo não tomar nenhuma providência e depois o sistema não suporta, o pessoal fica apavora e acaba morrendo gente por outros motivos.”

Entre os funcionários do Palácio do Planalto a preocupação é grande, uma vez que muitos tiveram contato com quem viajou antes da realização dos exames. Já existia álcool gel nos banheiros e em algumas salas. O produto foi disponibilizado também nos corredores, como forma de evitar riscos de transmissão da doença.

Estados Unidos

O governo brasileiro entrou em contato com o governo dos Estados Unidos, para informar sobre o caso de coronavírus na comitiva do presidente Jair Bolsonaro. Donald Trump recebeu o grupo para um jantar na noite de sábado.

Diante da notícia, o presidente norte-americano afirmou que não está preocupado. Disse que não houve um contato mais direto com o secretário de comunicação e explicou que ele e presidente Jair Bolsonaro apenas sentaram perto por um tempo e tiveram um ótima conversa. Ainda de acordo com Trump, Bolsonaro está fazendo um excelente trabalho.

A Casa Branca informou não ver necessidade de que o presidente norte-americano se submeta ao teste para detectar a doença.

*Com informações da repórter Luciana Verdolin.

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