Telemedicina pode prevenir epidemias como a do Covid-19, dizem médicos

O investimento em tecnologias digitais na medicina pode melhorar a relação entre médico e paciente e ajudar a barrar epidemias, como a do novo coronavírus. É o que defendem médicos e especialistas da Associação Paulista de Medicina (APM).

Uma pesquisa feita pela APM com mais de dois mil profissionais indica que 64% dos entrevistados defendem a teleconsulta, quando o paciente encontra-se fisicamente distante do médico.

Para o diretor de TI da APM, doutor Antônio Carlos Endrigo, a medida seria eficiente em muitos casos, inclusive com o Covid-19. “A pessoa fica em casa, quietinha, se alimentando bem, tomando os remédios e sendo acompanhada a distância, evitando sair de casa. A gente tem grande oportunidade de diminuir as transmissões que estão por aí.”

Endrigo pondera que a medida evitaria problemas como a falta de vagas no caso de surto do novo coronavírus. “Se você for nos hospitais públicos aí, não existem vagas sobrando. Você imagina se acontecer algo como aconteceu com a China o que vamos fazer com essas pessoas. Os casos com problemas respiratórios tem que ser no hospital, é um tratamento específico, não dá pra fazer o tratamento em casa. A gente tem que separar esses casos dos que podem ficar em casa.”

Além da possibilidade de realizar atendimentos em casa, a pesquisa também aponta que os médicos têm interesse em ampliar o uso da tecnologia em seus consultórios e hospitais.

De acordo com a APM, no momento, o maior medo dos médicos ao utilizar ferramentas digitais na hora de trabalhar é a falta de regulamentação da Telemedicina no Brasil. Quase 61% deles dizem que já utilizam meios online para trabalhar, armazenando dados de pacientes e fazendo relatórios digitais, por exemplo./

O WhatsApp também já está sendo consolidado como ferramenta de trabalho. 65% dos médicos interagem com o paciente através da rede social, e 58% deles fazem isso diariamente.

*Com informações da repórter Beatriz Manfredini.

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