Justiça paraguaia negou prisão domiciliar a Ronaldinho por temer fuga e obstrução nas investigações

O juiz Gustavo Amarilla, que negou o pedido de prisão domiciliar feito pelos advogados de Ronaldinho Gaúcho e o irmão Assis, temia que a dupla fugisse ou interferisse, de alguma forma, na investigação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Os advogados deram como garantia para conseguir o benefício um imóvel no valor de US$ 770 mil, algo em torno de R$ 4 milhões, que serviria como prisão domiciliar. Porém, o magistrado entendeu que a saída dos dois do presídio poderia prejudicar o rumo das investigações. “É uma responsabilidade minha e do poder público que a investigação não seja obstruída e que ambos não fujam do país”, alegou.

Ordens de Prisão

Quatro pessoas, entre elas Dalia López, empresária responsável por levar Ronaldinho até o Paraguai, receberam ordem de prisão por envolvimento no caso dos documentos falsos. Ela está foragida. O esquema teria envolvimento de funcionários de empresas privadas e do setor público e tinha como objetivo obter negócios ilegais e benefícios patrimoniais.

Entenda o caso

Ronaldinho e Assis chegaram ao país na última quarta-feira portando passaportes paraguaios falsos. No mesmo dia, a polícia foi até o hotel e chamou os dois para prestar esclarecimentos. Na sexta, eles foram presos, encaminhados para o complexo penitenciário Agrupación Especializada da Polícia Nacional do Paraguai. Nesta terça, em uma audiência, os advogados do ex-jogador pediram a prisão domiciliar, que foi negada pelo juiz.

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