Governos no Brasil e no mundo ampliam ações contra impactos do coronavírus

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, disse acreditar que a queda do preço do petróleo deva ser resolvida logo. Segundo ele, o valor “está muito baixo” e “isso é ruim para todo mundo”.

Em um evento em São Paulo, Witzel afirmou que o estado do Rio, maior produtor brasileiro de petróleo, está se preparando caso ocorra uma crise maior.

“Agora, nós precisamos saber se esse espirro do petróleo é só uma tosse passageira ou se vai ser um problema crônico. Eu acredito que vai ser passageiro. Espero também que, a nível nacional, a presidência comece a trabalhar essa questão com os governadores. Os Estados produtores de petróleo vão ser muito atingidos.”

Witzel disse que, se a crise se agravar, poderá determinar restrições orçamentárias no Estado.

A baixa do preço do petróleo foi influenciada pelo surto do novo coronavírus. Pelo mundo, a quantidade de pessoas infectadas só aumenta.

Uma das situações mais sérias é a da Itália, que tem o maior número de casos de Covid-19 na Europa. Nesta segunda-feira, o governo anunciou a ampliação do estado de quarentena para todo o país, restringindo a circulação de pessoas.

A decisão, que vale pelo menos até 3 de abril, foi divulgada pelo primeiro-ministro Giuseppe Conte. Até agora, a Itália já registrou mais de 9 mil casos da doença e, ao menos, 470 mortes.

A quarentena já havia sido adotada anteriormente na Lombardia e em outras 14 províncias do país. A restrição suspende reuniões públicas, aulas e campeonatos esportivos.

Todos os bares e restaurantes do país terão que fechar depois das 18 horas e, enquanto estiverem abertos, deverão respeitar a obrigatoriedade de distância de um metro entre os clientes. As realizações de missas, casamentos e funerais também estão proibidas.

Nesta segunda-feira, em entrevista coletiva, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo Reis, descartou repatriar brasileiros isolados na Itália.

Na China, foram registrados 19 novos casos de coronavírus e 17 novas mortes. O presidente chinês, Xi Jinping, chegou nesta terça-feira (10) a Wuhan, epicentro dos casos de Covid-19. Ele faz a primeira visita à região depois que o surto começou.

Xi Jinping se encontrará com médicos, militares e trabalhadores comunitários que estão na linha de frente no combate à doença.

*Com informações do repórter Afonso Marangoni

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