Audiência nesta terça pode definir futuro de Ronaldinho no Paraguai; caso mobiliza governos

Está marcada para esta terça-feira (10) uma audiência que vai analisar o pedido da defesa do ex-jogador Ronaldinho Gaúcho sobre a possibilidade de ele e o irmão serem transferidos para a prisão domiciliar. Em um primeiro momento, a estratégia dos advogados do craque do Barcelona e de Roberto Assis era solicitar a anulação da preventiva.

Nesta segunda-feira (9), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, entrou em contato com autoridades paraguaias para se inteirar sobre o caso. A assessoria do ministro pontuou que o “o governo brasileiro está acompanhando o caso e que o Paraguai é soberano para tomar decisões”.

Também nesta segunda o presidente paraguaio, Mário Abdo, declarou que deu ordem para que o caso do ex-jogador Ronaldinho Gaúcho seja investigado. Durante uma entrevista à TV paraguaia, ele disse ter afirmado ao ministro do Interior que é necessário saber a verdade sobre os fatos independentemente de quem tiver que “cair”.

Na última quarta-feira, o ex-jogador da seleção brasileira e o irmão foram detidos portando passaportes falsos no país. Desde então, a situação tem ganhado cada vez mais repercussão. Na sexta-feira, foi decretada a prisão preventiva dos dois.

Além deles, outras três pessoas são apontadas pela polícia como suspeitas de participação no caso.

O empresário de Ronaldinho, Wilmondes Sousa Lira, está preso desde o início da investigação sob a acusação de ter fornecido os documentos. No sábado, a empresária Dália Lopez, responsável por levar o ex-jogador ao país vizinho para os eventos dos quais ele participaria, teve a prisão decretada. Desde então, ela está foragida.

Um funcionário do aeroporto, identificado pela imprensa local como Jorge Rodrigo Villanueva, também foi preso sob a acusação de ter permitido a entrada de Wilmondes, que também estaria portando documentos falsos.

O ministro da Secretaria Nacional Anticorrupção do Paraguai, René Fernández, revelou, durante entrevista a uma rádio paraguaia, que Ronaldinho e Assis teriam depositado 42 mil reais em um banco público para dar inicio ao processo de naturalização no país.

O ministro disse ainda que o Ministério do Interior está sendo investigado sobre uma possível cumplicidade por parte do órgão em relação a emissão dos documentos adulterados.

*Com informações da repórter Camila Yunes

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