Polícia faz operação na Cracolândia após descobrir uso de equipamento da prefeitura para esconder droga

Segundo investigadores, traficantes burlavam revistas usando como passagem um buraco em parede dentro do Atende 2. Funcionários do serviço social eram ameaçados.

A Polícia Civil realiza uma operação contra o tráfico de drogas na Cracolândia, na região da Luz, no Centro de São Paulo.

Segundo a polícia, traficantes burlavam revistas policiais escondendo droga em um buraco que fica dentro do Atende 2, espaço do serviço social da Prefeitura de São Paulo localizado na Rua Helvétia, na altura da Avenida Cleveland.

O local faz parte das ações do Redenção, projeto da gestão Doria/Covas, implementado em 2017. Na gestão anterior, era usado pelo programa Braços Abertos na gestão do ex-prefeito Fernando Haddad (PT).

Buraco usado para burlar revistas policiais  — Foto: Arquivo Pessoal
Buraco usado para burlar revistas policiais — Foto: Arquivo Pessoal

Ao logo dos meses, os investigadores captaram imagens e identificaram cerca de 20 traficantes que usavam tal estratégia.

A Justiça também expediu mandados de busca no Atende, para que a droga que fica escondida possa ser recolhida.

O G1 confirmou a informação com funcionários dos projetos Redenção (da Prefeitura), do Recomeço (do governo do estado), e da Guarda Civil Metropolitana (GCM).

Os criminosos fizeram um buraco no muro para conseguir entrar pela Rua Dino Bueno, passar pelo equipamento e chegar ao fluxo – termo usado para o local onde ocorre a compra, venda e consumo da droga.

Operação policial na Cracolândia, em SP — Foto: Reprodução/TV Globo
Operação policial na Cracolândia, em SP — Foto: Reprodução/TV Globo

Atualmente, o Atende 2 tem uma estrutura com capacidade para capacidade para acolher 300 pessoas ao longo do dia e 140 pessoas para pernoite, sendo 45 vagas femininas e 95 vagas masculinas, segundo o site da prefeitura.

Lá, os funcionários são do Instituto Fomentando Redes e Empreendedorismo Social (Inforedes), que presta serviços à Prefeitura.

Segundo a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS), o equipamento tem hoje 37 colaboradores, a maior parte orientadores socioeducativos, que trabalham em diferentes escalas.

Testemunhas que trabalham na região relatam que os funcionários são ameaçados pelos traficantes. “Eles são como reféns lá dentro”, disse que um profissional da GCM que não quis se identificar.

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